A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 01/09/2020

O conhecido “jeitinho brasileiro” se baseia em agir de modo a obter vantagens e ultilizar-se de paleativos para alcançar objetivos com maior facilidade. Isto fez com que determinada parcela da população o adotasse como comportamento involuntariamente. No entanto, este tipo de comportamento pode apresentar resultados negativos e impactar negativamente na imagem que se tem dos brasileiros. Pode-se dizer, então, que a passagem dessa agora caracterísica de personalidade de pai para filho sem conscientização e a banalização de tal ocorrência são os principais responsáveis pelo quadro.

Deve-se destacar, primordialmente, a falta de análise do momento no qual é cabível a prática de ações baseadas na “malandragem”. Acerca disso, assim como consta no livro da filósofa Fernanda Carlos Borges “A filosofia do jeito”, é comum que filhos absorvam de seus pais esta conduta típica que muitas vezes propicia a obtenção de vantagem de um indivíduo em detrimento de outro, quando na verdade isso somente deveria ocorrer para promover a criatividade e facilidade para ambos. Sob esse prisma, deveria ser trabalhado com as crianças que toda ação tem seu limite a partir do momento que trás consequências negativas a outra pessoa.

Nesse contexto, manifesta-se a naturalização do ônus ocasionado pelo “jeitinho brasileiro” como um dos principais motivadores da problemática. Evidência disso é o que foi dito pelo poeta brasileiro Edison Oliveira em seu poema “O jeitinho brasileiro é o pai da corrupção” a respeito dos resultados mais graves da “malandragem” tais quais a inflingência de leis. Isto ocorre devido á recorrência desses comportamentos e resulta na idealização de uma ideia negativa dos brasileiros internacionalmente, amplificando a xenofobia. Dessa forma, estes acontecimentos deveriam ter maior visibilidade, para que fossem levados com maior seriedade.

Portanto, fica claro que, cabe ao ministério da educação incentivar campanhas, para que instituições educacionais tratem do assunto nas escolas por meio de atividades recreativas que visem incentivar jovens a agir de forma justa, colocando a importância de um bom desempenho geral acima da vantagem individual. Da mesma maneira que cabe a pessoas influentes na mídia, levantar discussões a respeito da ultilização de um assunto com desdobramentos graves para alívio cômico, o que é mal visto no exterior. Dessa forma, será possível diminuir os impactos ruins causados por esse jeitinho na conjuntura atual.