A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 25/09/2020

Durante a colonização do Brasil, impostos como o quinto eram cobrados pela Coroa Portuguesa sobre todo o ouro encontrado em sua colônia. Com isso, relacionando-se a sociedade contemporânea, percebe-se que o “jeitinho” de levar vantagem em tudo ocorre no país desde muito tempo. Tais atos persistem na sociedade, muitas vezes, fruto da desonestidade acarretada pela corrupção. Assim, é preciso que esse problema seja resolvido.

Em primeira análise, Dan Ariely, em seu livro “A mais pura verdade sobre a desonestidade”, aborda sobre um experimento em que um grupo poderia mentir sobre as respostas de um teste e o outro grupo não. Assim, quem poderia mentir aumentava em média 15 questões. Isso mostra que as pessoas não querem ser vistas como desonestas, mas também querem se beneficiar. Desse modo, ao encontrarem uma maneira fácil de conseguir algo, preferem fazê-lo a se esforçar mais para conseguir. Com isso, o jeitinho brasileiro foi se enraizando na sociedade.

Em segunda análise, as leis foram criadas para serem obedecidas. Porém, devido a negligência em alguns países, os cidadãos são mais suscetíveis a cometer atos infratores. Mesmo que haja questões como a corrupção em debate no Brasil, esse problema de querer se beneficiar por meios ilegais é algo influenciado pela sociedade colonial, em que impostos como o quinto eram cobrados pela Coroa Portuguesa, que levava vantagem sobre os brasileiros, mesmo que isso fosse uma ação legal na época.

Em suma, para que a persistência do “jeitinho brasileiro” diminua é preciso que o governo, por meio do Ministério da Educação, crie maneiras de ensino sobre as leis nas escolas, estimulando que os alunos apliquem-nas em suas vidas. Com isso, irão desconstruindo essa ideia ao longo do tempo na sociedade para que o cidadão respeite cada vez mais as regras e não tente levar vantagem em algo de maneira desonesta.