A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 01/09/2020
Furar fila, fazer “gatos” de energia, sonegar impostos, falsificar carteirinha do estudante: exemplos de atitudes desonestas que foram banalizadas pela população brasileira, vistas como formas alternativas de lidar com um problema. O “jeitinho brasileiro” pode ser a criatividade diante de uma situação inusitada, resiliência ou, como nos exemplos citados, uma forma conivente com a corrupção.
Nesse contexto, pode-se perceber a corrupção existente na população ao contrastar com o atual cenário da pandemia do Covid-19 no qual, muitos cidadãos vêm a burlar o isolamento social. Com isso, todo o coletivo social fica comprometido à contaminação, já que o vírus permanece em circulação.
Ademais, os brasileiros têm uma cultura de suavizar a ideia de: achado, não é roubado. Sendo, espelho dos novos pósteros que absorvem essa identidade nacional. Bem como, Pitágoras disse uma vez “eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”, assim sendo, se responsabilizar por dá exemplos as novas gerações atuando numa sociedade melhor.
Depreende-se, portanto, que a capacidade da nação verde-amarela de contornar os problemas de maneira, muitas vezes, corrupta gera imbróglios tanto na esfera institucional quanto na pessoal. Assim, é preciso que o poder legislativo, por intermédio de seus representantes, juntamente com o poder judiciário realize uma assembleia e altere o código penal de forma que a transgressão de leis situadas na base da hierarquia de Hans Kelsen seja punida de forma moderada ou severa a fim de que uma sociedade mais justa seja atingida.