A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 01/09/2020

É indiscutível que “o jeitinho brasileiro” é algo que está presente constantemente na vida de muitas pessoas, de modo que se torna comum realizar coisas a benefício próprio sem levar em consideração a forma como isso afetaria outra pessoa. Dessa forma é notório que o “jeitinho”, teve suas origens a partir dos processos relacionados a colonização do Brasil. Tendo em vista que essa realidade é presente no país e sua existência contribui para o aumento da corrupção e empobrecimento das pessoas, é importante pensar em uma forma de se erradicar essa prática que de um ponto de vista generalizado pode ser só uma coisinha simples mas a um nível social pode acarretar problemas.

De acordo com o Historiador Sidney Chalhoub, a origem histórica do “jeitinho” está relacionada com a formação escravista da sociedade brasileira na qual as únicas maneiras de se conseguir uma determinada coisa era pedindo favores aos senhores de escravos. Levando em conta esse fato é importante perceber que a forma como essa pratica de desenvolveu se adaptando a outras formas como uma maneira de sobreviver-se no sistema brasileiro, por pessoas de camadas mais baixas da sociedade. Tendo em vista esse aspecto ainda é considerável relembrar que o motivo pelo qual as pessoas devem usar o ‘jeitinho” está relacionada a maneira que lhes é apresentada as regras na sociedade e a forma como esses subordinados adotam para poderem suportar essas regras, corroborando para o aumento da corrupção e da pobreza no país. Levando em consideração que a corrupção não está relacionada somente à política e sim com outras diversas coisas como simplesmente, furar uma fila, comprar algo de origem duvidosa, colar em um exame etc.

Portando, diante dos argumentos supracitados a respeito da influência do “jeitinho brasileiro” na contribuição para corrupção, é importante elaborar maneiras de se modificar essa realidade para que as pessoas entendam a forma como os seus atos apesar de parecerem inofensivos podem acarretar vários problemas. Dessa maneira cabe a mídia em parceria com o Estado, criarem propagandas que mostrem para as pessoas a maneira como determinadas decisões podem ser prejudiciais, e a forma como isso pode afetar inúmeras outras pessoas, com o intuito de diminuir a forma como os outros tentam tirar proveito de determinadas situações. As escolas criarem projetos que estimulem os alunos a aprender maneiras de se evitar o “jeitinho”, com a finalidade de que os jovens cresçam com o entendimento de que suas escolhas podem contribuir para a forma como a sociedade se constrói de forma positiva e de forma negativa. Nesse sentido tornando concreto o que foi dito pelo filosofo Zygmunt Bauman:“Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.”