A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 11/09/2020
Na animação “Pica-Pau”, Pica Pau é um personagem muito esperto que sempre tenta aproveitar de diversas situações para tirar vantagem em seu próprio benefício. Analogamente, o “jeitinho brasileiro” se assemelha ao sujeito do desenho e está presente em vários casos que, mesmo sendo politicamente incorretos, são normalizados pela sociedade. Nesse contexto, é necessário discorrer sobre a falta de ética de grande parte da população brasileira e sobre o reflexo dessa ação na corrupção no Congresso Nacional.
Em primeira análise, é importante discorrer sobre a falta de ética nas ações da sociedade brasileira. Nesse viés, é coerente dizer que o “jeitinho brasileiro” é um caráter histórico, visto que no período de colonização muitos habitantes, incluindo os imigrantes, roubavam ouro e buscavam formas de não pagar os impostos exigidos pela coroa. Hodiernamente, essa índole, que abrange comportamentos antiéticos como a sonegação de tributos e compra de produtos piratas, é muito presente no Brasil e, infelizmente, se tornou algo banal e cotidiano.
Concomitantemente, vale ressaltar que essa ação antiética reflete no Congresso Nacional. Nesse sentido, o “jeitinho brasileiro” se tornou algo cotidiano e, portanto, faz parte do caráter de muitos cidadãos, incluindo os políticos e a consequente corrupção cometida por eles. Dessa forma, o governo do Brasil é caracterizado por ser muito corrupto e, para ilustrar, o UOL publicou uma reportagem que mostra que um em cada quatro deputados que participam do Centrão -base de apoio ao presidente- é investigado por crimes ligados à essa decadência.
Infere-se, portanto, que o Estado deve tomar medidas para atenuar o quadro decadente atual. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as Secretárias Municipais, incentivar e trabalhar a conscientização dos cidadãos, desde o ensino fundamental, sobre a importância de valores como a ética e a honestidade, com o propósito de influenciar boas ações e abolir essa origem errônea brasileira. Isso seria efetivado por meio da inclusão de uma matéria na grade curricular das escolas da rede pública e privada, que trabalhe essa questão com os estudantes. Assim, guiando as próximas gerações a combater atos corruptos, será possível reduzir esse mal presente na sociedade e, por conseguinte, no Congresso Nacional.