A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 30/11/2020
De acordo com a obra ‘‘O príncipe’’ de Maquiavel, político italiano do século XV, apresenta que as autoridades devem procurar maneiras legais, mas, caso preciso usem vias ilícitas para chegar aos objetivos. Assim, na modernidade brasileira, o conceito para se chegar aos interesses, como apresentado por Maquiavel, caracteriza a persistência do chamado ‘‘jeitinho’’ brasileiro. De modo, pode-se atribuir o problema tanto a cultura corrupta propagada por imagens públicas quanto a fragilidades das leis no país.
Diante desse cenário, desde o início da sociedade os indivíduos estão condicionados a influência das autoridades, de modo que as relações, principalmente, éticas são deturpadas. Por exemplo, casos corrupção como o do senador Chico Rodrigues, retratado pelo G1 RR, foi acusado de desviar recursos para o combate da pandemia do Corona Vírus, no estado de Roraima, e ao ser flagrado apenas recebeu indicação se afastar do cargo. Assim sendo, notório que a corrupção é reforçada por fatos como supracitado, uma vez que imagens de representatividade demonstram que o interesse individual se encontra acima do bem estar social, por isso destacando que visibilidade das ações dos governantes reforça a persistência e propagação do ‘‘jeitinho brasileiro’’.
Outrossim, a falta de aplicação da legislação colabora para que condutas corruptas sejam rotineiras no Brasil. De acordo com o site Digest, no Rio de Janeiro, a cada doze carteiras perdidas, com dinheiro, somente três retornaram aos donos e uma voltou sem dinheiro. Por consequência, práticas como estas são cada vez mais hodiernas e menos punidas, de maneira que a falta de intervenções e multas mais severas demonstram que a ordem, segurança e ética assegurados pelas normas constitucionais se encontram em fragilidade na sociedade tupiniquim. Assim, comportamentos antiéticos são passados e logo considerados normais pela população o que agrava a problemática.
Em suma, é evidente que o ‘‘jeitinho’’ brasileiro tem gerado males a todo o corpo social. Nesse sentindo, para que a ética e a ordem sejam por fundamento do pais cabe ao Poder legislativo com parceria com a Polícia Federal e Civil, por meio de reformulação das penalidades e dos critérios de aplicação, invistam em investigações de hábitos de corrupção por partes governantes de estados e municípios os dirigindo a intervenções jurídicas proposta pela Constituição. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação junto a escolas publicas e privadas, a partir de aulas de sociologia em que professores proponham debate sobre a importância da ética e da moralidade para o individuo e sociedade, para que os alunos sejam incentivados a honestidade que rege a coletividade. Pois, somente assim serão dispensáveis as vias ilícitas propostas pelo ‘‘Príncipe’’.