A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 05/11/2020

O termo ‘‘Jeitinho’’ é utilizado para definir uma série de valores, práticas e costumes típicos das massas populacionais e característicos da identidade nacional, associado também à busca inconsequente por vantagens indevidas. Tal conceito, portanto, prova-se altamente prejudicial ao pleno desenvolvimento econômico e social da comunidade. Entretanto, a despeito de seus malefícios, a pequena corrupção ainda persiste no Brasil devido a fatores como a negligência estatal e a ineficiência midiática.

Vale destacar, inicialmente, a passividade governamental como fator agravante do panorama. Nesse sentido, é cabível citar o pensamento do sociólogo Georg Hegel, que aponta o Estado como responsável direto pelo desenvolvimento ético e moral do seu povo. Assim sendo, é notável que a máxima hegeliana converge com o argumento de que a função do Poder Público de induzir a reeducação cidadã deve ser cumprida efetivamente, objetivando o fim da normalização de menores infrações.

Além disso, também deve-se apontar a mídia como órgão propulsor para do ‘‘Jeitinho Brasileiro’’. Nessa perspectiva, os meios do comunicação, que  consolidaram seu poder ideológico sobre a humanidade durante a Segunda Guerra Mundial, são eficientes em combater e cristalizar hábitos. Contudo, apesar de seu instrutiva, a indústria nacional de entretenimento e publicidade é omissa no combate à corrupção, uma vez que a realização de campanhas de incentivo à honestidade não são frequentes. Logo, medidas devem ser tomadas para solucionar eficazmente o problema.

Diante disso, compete ao Ministério da Educação realizar palestras para todos os brasileiros por meio de uma parceria com veículos midiáticos privados. Por sua vez, essa parceria deve garantir a divulgação em horário nobre do rádio e da televisão de ao menos um encontro mensal com professores e sociólogos, que devem debater os malefícios da persistência dos atos de corrupção generalizada, com o fito de promover a honestidade. Dessa maneira, definições como a de ‘‘Jeitinho Brasileiro’’ não irão mais compor fundamentalmente o perfil de identidade nacional.