A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 13/11/2020

Criado pelo produtor Walt Disney, o personagem brasileiro Zé Carioca é um papagaio falante que mora no Rio de Janeiro e vive dando um “jeitinho” para resolver seus problemas, sempre levando vantagens em todas as situações, ou seja, o papagaio demonstra o “jeitinho brasileiro de ser”. Entretanto, se o papagaio representa os brasileiros, seria essa a visão que o resto do mundo tem em relação à sociedade brasileira? Cabe então, analisar o contexto histórico e social do Brasil para entender o porquê dessa visão.

Segundo a história, essa visão surgiu em 1946, quando o médico húngaro Peter Kellemen veio morar no Brasil e ao consultar o consulado, o cônsul José de Magalhães e Albuquerque colocou em seus documentos que o médico era agrônomo, com o objetivo de facilitar o visto para o mesmo. Para os pesquisadores, o “jeitinho brasileiro” pode ser interpretado em dois contextos: honestidade e marginalidade; e também, abre portas para a corrupção.

A corrupção brasileira é reflexo da forma como o sistema político foi organizado desde a colonização até a república. Tem-se como exemplo, o caso do Quinto do Ouro, imposto cobrado pela Coroa Portuguesa sobre todo o ouro encontrado. Com isso, tornou-se comum a criação de medidas para escapar da cobrança, ou seja, foram criadas medidas que burlassem o sistema e futuramente, tais medidas estariam enraizadas na cultura e no cotidiano dos brasileiros.

Conclui-se, então, que se deve reavaliar o molde do “jeitinho brasileiro de ser”. Portanto, é necessário abordar sobre o assunto no ambiente escolar, por meio de aulas e palestras, mostrando como reverter essas situações no cotidiano. Também, realizar palestras virtuais nos meios de comunicação como Facebook e Instagram, para alcançar um público maior e mostrar os pontos negativos que essa visão que o mundo tem sobre a sociedade brasileira é errada, a fim de reverte-la.