A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 13/11/2020
Falsa cordialidade enraizada no Brasil
Na obra “Raízes do Brasil" de Sérgio Buarque, o sociólogo brasileiro desqualifica o próprio povo, descrevendo o brasileiro como “homem cordial”: a figura brasileira na sua essência é egoísta, contudo, camuflada por uma falsa cordialidade em sua esfera pública. Acerca disso, é de suma importância debater como o “jeitinho brasileiro" é negativo em diversos contextos, bem como ele é disfarçado pela própria sociedade.
Antes de tudo, é perceptível que a corrupção atinge o Brasil à várias décadas e nos mais diferentes âmbitos. Por isso, é importante relembrar a história do país tropical: que foi explorado desde sua colônia, pela Coroa lusíada, e passa por problemas que refletem à corrupção até a atualidade.
Portanto, é possível notar que essa persistência está fortemente enraizada na sociedade brasileira, pois o ato de prevalecer o próprio benefício em desvantagem do coletivo já é visto como algo rotineiro. Desse modo, a socióloga pós-moderna, Hannah Arendt reflete sobre o que ela chama de “banalidade do mal", em outras palavras, uma atitude má que é repetida diversas vezes, acabando por tornar-se algo normal e até mesmo esquecida por grande parte da população.
Em vista disso, é necessário que medidas sejam tomadas para resolver esse problema. Logo, é preciso que o Ministério da Ciência e Tecnologia crie uma campanha digital, por meio de posts em redes sociais, que tenham o objetivo de desfazer a imagem de homem cordial aceita pelo brasileiro. Dessa forma, com o incentivo à população brasileira para denunciar ações corruptas e desonestas, é possível que essas práticas venham a deixar de existir com tempo, enraizando a sociedade em ética e não em falsas cordialidades.