A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 18/11/2020

O brasileiro e seu jeitinho de “concertar as coisas”

A longa metragem “O auto da compadecida” relata a história de Chico e Zé Grilo que constantemente se metiam em confusão e continuadamente resolviam seus problemas mentindo e confundindo as pessoas. Da mesma maneira que o humor do filme se baseia nisso, ainda assim faz-se uma crítica ao povo brasileiro que constantemente soluciona seus contratempos com a persistência do “jeitinho”na sociedade brasileira. É evidente que o brasiliense ameniza o fato de ser corrupto apenas para facilitar as coisas com sua má fé fazendo com que que o Brasil fique conhecido por corrupção e desonestidade, além de fazer com que as crianças sejam educadas, acostumadas e ensinadas a sempre agir assim em sua defesa e benefício.

Tal como o povo ameniza o fato de ser corrupto apenas para facilitar as coisas com sua má fé fazendo com que que o Brasil fique conhecido por corrupção e desonestidade arruina a imagem do país e torna isso dito como normal dentro do próprio. Entretanto, é crescente também o percentual de brasileiros que condenam o jeitinho como solução de problemas ou forma de se obter vantagem. Pesquisa da consultoria Ipsos obtida com exclusividade pela BBC Brasil mostrou que, entre outubro de 2014 e maio de 2016, o número de entrevistados que declarou ter “dado um jeitinho no último ano” passou de 49% para 62%, um aumento de 26%. Contrariamente esse método fica numa categoria intermediária entre o favor, que não gera transgressão, e a corrupção, quando há o completo desrespeito às leis.

Certamente fazer com que as crianças sejam educadas, acostumadas e ensinadas a sempre agir assim em sua defesa e benefício é o maior dos problemas, visto que crescem sendo fora da lei e imorais. Montesquieu já dizia que: “a corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção de seus princípios”. Ou seja, os pequeninos crescem com a certa imagem padrão de facilitar as coisas de acordo com o ambiente onde vivem.

É provável que intensificar a lei vai dificultar os métodos de facilitação. Nas escolas seria bom o incentivo de sempre ser verdadeiro e honesto com seus atos. palestras e bons exemplos mudam pessoas. O mundo está vivendo um momento de transformação de valores. Não significa dizer que de uma hora para outra todo mundo vai começar a agir de forma correta, mas o contexto faz com que todos tenham que admitir pequenos ou grande deslizes.