A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 18/11/2020
Caracterizado como toda e qualquer forma de obter vantagens em benefício próprio, o jeitinho brasileiro existe na sociedade brasileira desde muito tempo. Essa forma de agir, que já se tornou uma marca da população, gera o sentimento de egocentrismo na pessoa e é praticado com o intuito de satisfazer as próprias vontades, agindo de forma corrupta e antiética.
Esse jeitinho brasileiro é utilizado desde a antiguidade, tendo como exemplo o voto de cabresto, praticado pelos coronéis durante a República Velha, onde era realizado ameaças e violências como forma de comprar votos e eleger seus candidatos de preferência. E essas ações intuitivas são existentes até hoje, como por exemplo desvio de dinheiro público, abuso de poder de algum conhecido ou familiar, desrespeito em filas, falsificação de assinaturas e até mesmo carteirinha de estudante são algumas práticas corruptas presentes no dia a dia das pessoas, que as caracterizam por exercer o famoso jeitinho brasileiro.
A obra do sociólogo Sérgio Buarque de Holanda chamada Raízes do Brasil, retrata a figura tradicional brasileira como uma pessoa cordial, onde se é preferível as relações pessoais ao cumprimento de leis objetivas e imparciais. Isto é claramente a demonstração de como é a atual população, composta por pessoas que agem com segundas intenções pensando sempre em satisfazer seu próprio ego e se sair bem de todos os problemas da vida.
É perceptível que a corrupção é presente no Brasil a muito tempo, mas o que a torna mais preocupante é o fato de o povo já ter se acostumado com isto e não mudar as atitudes, não deixando de praticar esses atos corruptos para se ter uma futura geração mais ética e honesta. O que também contribuiria para uma melhoria sobre isto, além dessa mudança de posicionamento por parte do ser humano, seria a criação de leis mais rígidas por parte do governo para a diminuição dessas práticas consideradas o típico jeitinho brasileiro.