A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 29/12/2020

O Período Colonial foi marcado pela exploração da mão-de-obra em detrimento do bem-estar de outros povos, fazendo criar uma sociedade habituada em tirar vantagem de outras pessoas. Com essa prática enraizada na classe elitista, surge um Estado corrupto e uma sociedade habituada a trapaça, e é necessária a conscientização pátria para combater a persistência do  “jeitinho brasileiro” na comunidade atual.

Em primeira análise, vale salientar que o Estado é construído pelas classes dominantes, que segundo Karl Marx, se mantém no poder por hierarquia social. Nesse sentido, um governo constituído em ações de exploração de mão de obra e destruição de bem-estar social de outros povos - como foi a escravidão no Brasil - faz desenvolver uma população com inclinação a corrupção. Além disso, de acordo o doutor em Psicologia Comportamental, Dan Ariely, a influência de outros trapaceiros fazem com que haja a normalização desse comportamento, logo, quanto mais corrupção um governo apresenta, mais corrupto o país se torna.

Ademais, após séculos dessa cultura, a população brasileira adquiriu o hábito do “jeitinho”. Assim sendo, a trapaça deixou de ser um problema elitista, para se tornar um mau social. Conforme o historiador Leandro Karnal, a corrupção se tornou um problema social e não exclusivo de um governo. Portanto, a conscientização dos cidadãos é de suma importância para que se combata o “jeitinho brasileiro” na população e também nas instituições que compõem o Estado.

Dado o exposto, é mister que haja políticas públicas para mitigar a problemática. Cabe ao o poder judiciário julgar casos de corrupção com mais rigidez, não concedendo liberdade às pessoas só por serem figuras públicas. Assim, o cidadão comum terá consciência de que a corrupção é tratada com rigidez, fazendo com que sejam mais éticos e justos. Dessa forma, o “jeitinho brasileiro” será apenas uma maneira de tomar decisões corretas que não interferem no bem-estar social de outras pessoas.