A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 16/05/2021
Consoante um dos pais fundadores dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, “Quando os homens são éticos, as leis são desnecessárias; quando os homens são corruptos, as leis são inúteis”. Nesse ínterim, percebe-se que graças à índole corrupta incutida nos costumes brasileiros, a persistência do “jeitinho” na sociedade se perpetua. Dessa forma, pode-se apontar a relativização dos conceitos de certo e errado como um fator impulsionador dessa problemática e o impacto negativo que isso tem no caráter brasileiro mundo afora como consequência dessa.
É importante ressaltar, primeiramente, que devido à imoralidade encontrada em muitas atitudes brasileiras, juntamente com a subjetivação do bem e do mal, gera-se empecilhos para a edificação da moralidade na cultura do Brasil. Exemplifica-se, pois, o pensamento de Santo Tomás de Aquino, o qual defende que o homem tende à prática do bem, pois inclina-se à semelhança divina, não deixando de possuir o livre arbítrio para agir como quer. Nessa perspectiva, percebe-se que, na Terra de Santa Cruz, os indivíduos, apesar de essencialmente bons, escolhem, nos pequenos atos cotidianos, agir de forma incorreta, usando a teoria maquiavélica de que os fins justificam os meios para se defenderem. Assim sendo, nota-se que ao se comportarem dessa maneira, a reputação do país como a terra dos malandros se alastra.
Destarte, destaca-se que em razão da preferência dos cidadãos verde-amarelos pelo mau, o país se aproxima do reconhecimento estrangeiro como uma pátria corrupta e se afasta do ideal nacional de ética. Ilustra-se, então, o personagem da Disney, Zé Carioca, que representa a forma que o mundo enxerga o brasileiro: malandro, preguiçoso e divertido. Nesse viés, verifica-se que o jeitinho brasileiro, muito usado no dia a dia, e, infelizmente, utilizado com orgulho pela maioria, reduz a nação ao estereótipo da personalidade citada acima. Dessa maneira, constata-se que, enquanto os habitantes da terra tupiniquim não valorizarem a si mesmos e o próprio território, o restante do globo ver-se-á no direito de fazer o mesmo.
Evidencia-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para que haja a construção de uma ética no Brasil. Urge à sociedade brasileira o uso correto da razão, por meio da não banalização do jeito malandro, a fim de desenvolver os sentimentos de cidadania e nacionalismo, aprimorando a cultura nacional. É mister, também, que a mídia incentive comportamentos civis, mediante a criação de programas que demonstrem tais atitudes, com o propósito de propagar, a nível mundial, um verdadeiro espírito brasileiro. Somente desse jeito, será possível introduzir com efetividade o pensamento pátrio de ética na Ilha de Vera Cruz, minimizando, assim, a persistência do “jeitinho” nesta sociedade.