A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.
Enviada em 25/07/2021
A cultura brasileira é marcada pelo individualismo, o que é evidenciado em obras como “Memórias de um sargento de milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, romance que apresenta o primeiro malandro da literatura brasileira. Diante disso, o " Jeitinho brasileiro" é um estereótipo criado para demonstrar benefícios conquistados em detrimento de atos nocivos utilizados para sua execução. Nesse sentido, cabe destacar as origens e as consequências desse nefasto paradigma.
Diante desse cenário, a corrupção enraizada na sociedade contribui para a “Cultura da malandragem” exposta na obra de Manuel Antônio. Sob esse viés, diversos atos históricos do país estão relacionados com governos despóticos, como as eleições de cabresto que foi a troca de votos entre os coronéis e a população em favor de benefios e privilégios. Logo, na atualidade, escândalos do Mensalão e Lava Jato evidenciam que o problema persiste e que influencia na insegurança da população que utiliza atitudes danosas para também se favorecerem.
Outrossim, ações desonestas geram consequências para a arrecadação de capital que seria investido no país. Sob esse âmbito, a sonegação de impostos, venda de produtos pirateados, construções de “gatos” para a diminuição da conta de energia, são alguns dos exemplos que oferem prejuízos para a economia do Brasil. Assim, a educação é uma ferramenta essencial para diminuir essa problemática, visto que segundo o filósofo John Locke, o ser humano nasce como uma folha em branco e adquiri o conhecimento através da experiência.
Urge, portanto, que o “Jeitinho brasileiro” não seja mais realidade no Brasil. Desse modo, o Ministério da Educação deve inserir no currículo escolar temas sobre a obediência às leis e a importância da honestidade nas relações sociais, por meio de debates e atividades interativas que exponham atos ilegais praticados pela população, demonstrando as consequências para as vitimas dessa ação, com a finalidade de construir uma sociedade mais justa e livre da “Cultura da malandragem”.