A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 27/10/2021

O desenho animado “Pica Pau” releva diversos momentos que utiliza o famoso “jeitinho brasileiro”, isto é, utilização de saídas mais fáceis para problemas do dia a dia. Fora da ficção, esse movimento tem muitos impactos na vida do brasileiro. Ao refletir a respeito da persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira, a problemática ocorre em virtude da construção social, o que corrobora para efeitos negativos, como a corrupção. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber que o “jeitinho” está enraizado na sociedade. Diante disso, o livro “Raízes do Brasil” do sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o qual aborda a questão histórica no Brasil, uma vez que ocorreu exploração desde a vinda dos portugueses ao Brasil, que se perpetuou até os dias de hoje, por isso até hoje há a tendência de mascarar conflitos e tirar vantagens desde ações do cotidiano até em esferas maiores como a política. Em suma, esse conceito está intrínseco na mentalidade da população, por isso é necessário mudar desde a infância. Desse modo, o “jeitinho” pode ser visto como algo positivo e negativo.

À vista disso, a série brasileira “Sob Pressão” mostra diversos exemplos do jeitinho, principalmente na saúde, já que devido o desvio de verbas a saúde pública é sucateada e falta equipamento para os procedimentos, isso faz com que os médicos utilizem de outros serviços para conseguir atender a população carente, de maneiras muitas vezes considerado ilegais, mas o governo faz com que eles tenham de utilizar tais métodos. Analogamente, o filósofo Mário Sérgio Cortella revela que é necessário mudar desde as pequenas ações do dia a dia, por exemplo a fila de banco, não ultrapassar a vez dos mais velhos, além disso ensinar as crianças com bons exemplos.

Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que Organizações Não Governamentais (ONGs) para a instituição de aulas interativas sobre a ética, assim ensinando bons exemplos desde a infância — ministradas por sociologos e professores — de modo que as corrupções diárias sejam ínfimas, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante e que exemplos como da animação “Pica Pau” permanecem somente na ficção.