A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 07/02/2022

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes quando falamos do famoso “jeitinho” brasileiro. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a negligência governamental, bem como a normalização social.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o “jeitinho” brasileiro. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades têm se observado uma falta de cumprimento efetivo das leis, dando então a sensação de liberdade ao cidadão para burlar as leis sem medo de ser pego, causando diversas consequências a população em geral.

Além disso, evidencia-se, por parte da sociedade, uma normalização desses atos. No filme infantil “Extraordinário”, o personagem principal Auggie passa as respostas da prova para seu amigo. Esse ato sempre foi normalizado pela sociedade, mas observamos que a partir de pequenos comportamentos como esse, que o cidadão brasileiro vai persistindo nesse “jeitinho” de burlar o sistema e se favorecendo a custa de outros.

Portanto, o Governo Federal, responsável pelos interesses da administração federal em todo território nacional, deve garantir o cumprimento das leis, por meio do aumento das fiscalizações, a fim de que esse comportamento brasileiro amenize significamente.