A persistência do “jeitinho” na sociedade brasileira.

Enviada em 29/09/2022

O empresário e cineasta Walt Disney criou, nos anos 1940, o personagem “Zé Carioca”, um papagaio que usava as cores verde e amarelo e representava o cará-ter “malandro”, esperto, criativo e desenrolando do brasileiro. De maneira similar, a realidade, na contemporaneidade, é necessário conter as práticas do “jeitinho” bra-sileiro. Nesse sentido, destacam-se a normalização de atitudes desonestas e a desi-gualdade social durante o tempo, como intrísecos à análise desse processo. Logo, é imperioso superar a problemática exposta.

Primeiramente, a normalização de atitudes desonestas, acabou se tornando algo cultural durante o tempo, uma vez que pode ser associado a aspectos bons e ruins, dependendo do contexto. Prova disso, segundo Sócrates “é muito mais fácil corro-mper do que persuadir”. Tal afirmação apenas reforça a ideia de reproduzir ações e normalizal e não questionalas. Paralelamente, infere-se que os valores morais são construídos a partir da integração do sujeito com a sociedade. Nesse viés, de-senhos como “Turma da Mônica”, de Mauricio de Sousa, é um exemplo de como ações do cotidiano podem influenciar no jeitinho brasileiro. Para tanto,a exemplo da animação, as pessoas sejam alertadas, e assim, deixar de lado ações desonesta.

Ademais, destaca-se a desigualdade social, posto que ações são motivadas pela vontade de dar-se bem em detrimento do prejuízo de outrem por meio da deso-nestidade. Nesse panorama, em conformidade com Carlos Drummond, o poema “tinha uma pedra no meio do caminho” permite uma analogia aos empecilhos encontrados, fazendo com que seja necessário lutar para sobreviver, e conse-quentemente se faz necessário ser forte para vencer as adversidades, e não ser abatido pelas desigualdades. Desse modo, é notoriá a formação de cidadãos morais e éticos e que desenvolvam empatia e respeito ao próximo.

Em suma, cabe ao Ministério da Cidadania, em conjunto com o Ministério da Educação, promovam projetos e palestras, por meio das instituições de ensino com objetivo de orientar a população e as novas gerações a respeito da ética e cidada-nia através de exemplos de honestidade e respeito. Assim, nota-se a formação de cidadãos críticos e consequentemente a transformação do país. Dessa forma, o personagem “Zé carioca”, se tornará algo fictício e sem paralelo com o brasileiro.