A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 19/02/2026
O filme “Estrelas Além do Tempo” de 2016, demonstra uma sociedade preconceituosa em que as pessoas negras vivem em um regime de segregação racial, conhecido como Apartheid. Atualmente, esse sistema já não existe e há políticas voltadas à gualdade entre negros e brancos. No entanto, o racismo estrutural e a desigualdade social perpetuam, impactando negativamente o cotidiano da sociedade brasileira.
O preconceito desenvolvido ao longo dos séculos (racismo estrutural) contribui para essa realidade. Desde o período da escravidão no Brasil, criou-se a ideia que os brancos são superiores aos negros e outras populações marginalizadas. Essa mentalidade reflete nos privilégios que favorecem a branquitude, atos de violência cometidos contra essas populações, discriminação racial, entre outros. O racismo estrutural se tornou tão comum que dificulta a percepção e o enfrentamento desse preconceito, dando espaço para que ele se intensifique ainda mais.
Além disso, as populações negras ainda sofrem com a desigualdade social. Enquanto alguns têm muito, outros sofrem para alcançar vagas nas universidades públicas ou alimentos. A cor da pele ainda determina quem tem acesso à oportunidades, fazendo com que muitas pessoas vivam em áreas precárias com falta de saneamento básico e saúde, além de uma maior exposição aos impactos da violência e da criminalidade. A Democracia, que significa “Poder do Povo”, só será uma realidade quando houver igualdade racial e o negro não sofrer nenhum tipo de preconceito, assim como dito na frase de Florestan Fernandes, sociólogo brasileiro.
Diante do exposto, é crucial que o Ministério da Igualdade Racial (MIR), órgão representativo para combater o racismo e dar apoio a luta racial, promova uma educação antirracista nas escolas através de atividades culturais e estudos históricos sobre a escravidão para ensinar as crianças sobre o respeito. Além disso, a população deve ajudar denunciando casos de discriminação, preconceito e segregação para as autoridades competentes, a fim de alcançarmos uma sociedade mais justa e igualitária para todos.