A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 20/03/2026
O filme “Pantera Negra” ganhou destaque na atualidade por sua representação negra. Não só no que se diz respeito ao protagonista, mas todo o ambiente em que ele está inserido, sendo um vigente marco de resistência. No Brasil, tal cenário de representatividade não é evidenciado, sendo pertinente a abordagem do racismo estrutural (com recorte para a educação) e a falta de medidas públicas adequadas.
Decerto que a resistência afro-brasileira remete aos períodos do Brasil Colônia, uma vez que este grupo foi acometido por um processo violento de escravização. Esse passado ainda mancha o território brasileiro e sua educação. Mesmo que no ambiente de ensino seja obrigatório a abordagem da herança africana, ela é feita de maneira rasa. Além disso, muitos autores - como é o caso de Machado de Assis - tem sua representatividade negra apagada. Tal processo reflete o racismo estrutural brasileiro, sendo de suma importância uma mudança social para combatê-lo.
Além da ótica educacional, o Brasil carece de medidas públicas adequadas. Sendo um dos países que mais mata a população negra, a nação enaltece mais uma faceta do racismo estrutural. Ao longo da história nacional pode-se observar, por exemplo, a grande criminalização de heranças africanas. Isso fica evidente com a proibição do samba na Primeira República e, na atualidade, com o forte preconceito que acomete o gênero musical funk.
Diante do cenário vigente, é inegável que medidas educacionais devem ser tomadas, uma vez que esta - como é defendido por Paulo Freire - tem caráter libertador. Logo, cabe ao Ministério da Educação (órgão responsável pelo ensino brasileiro) por meio de instituições de ensino, abordar melhor o tema do racismo através de escritores revolucionários negros, como Machado de Assis. Com isso, essas ações em parceria com o poder executivo e movimentos socioculturais, apresentam capacidade de revolucionar a nação.