A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 12/09/2019

Na série Lúcifer o anjo Amenadiel chega a terra e enfrenta um problema nunca vivido por ele antes enquanto estava no céu: o preconceito. Analogamente, no contexto social vigente, a intolerância sofrida pelo personagem é o retrato de inúmeros cidadãos brasileiros. Nesse âmbito, pode-se analisar que não só o preconceito enraizado como também a falta de impunidade contribuem para a perpetuação desse cenário. Dessa forma, torna-se necessária a tomada de novas medidas para que se resolva a questão.

A priori, cabe destacar que a cor do indivíduo é utilizada como pretexto para a discriminação. Nesse sentido, pode-se dizer que um pessoa por ser negra é tida como incapaz e, dessa forma, acaba perdendo oportunidades de emprego e de prestígio social devido a cor. Tal fato está relacionado de acordo com a colonização no Brasil, em 1500, na qual os negros eram negligenciados da liberdade, sem nenhuma autonomia e tratados como uma raça minoritária. Sendo assim, é imprescindível que a população possa romper com as visões preconceituosas antigas para minimizar tais problemáticas.

A posteriori, é fundamental abordar que a ineficiência do Poder Público contribui para que o índice de vítimas do preconceito seja alavancado. Nesse viés, alguns indivíduos, com más intenções, ofendem com atitudes e palavras preconceituosas que, consequentemente, podem afetar o emocional da vítima e, também, comprometerem o bem estar do mesmo. Tal fato pode ser relacionado com o site o Globo, no qual afirma que inúmeros cidadãos deixam de realizar a denúncia devido à imensa burocracia imposta pelas leis e, também, por não punirem adequadamente os infratores. Dessa forma, é de extrema relevância que o Poder Público possa facilitar o processo de denúncias para, de tal forma, encorajar as vítimas sobre tais práticas.

Torna-se necessário, portanto, que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Segurança Pública possam punir os infratores por meio de pagamentos de multas e, também, da participação de trabalhos voluntários em parcerias com as ONG’s, a fim de proporcionar uma maior consciencialização acerca da importância dos cidadãos negros no âmbito social. Além disso, é fundamental que as Instituições de Ensino, como grandes formadoras de opiniões, possam realizar rodas de conversas, por intermédio de historiadores e psicólogos, para abordar sobre as dificuldades e as conquistas enfrentadas pelos negros, com o fito de construir uma sociedade, diferentemente do Brasil colonial, mais igualitária e unida.