A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 29/08/2019

O racismo não é novidade no Brasil, uma vez que logo no início da colonização, os portugueses, embasados no pensamento etnocêntrico, uti-lizaram mão de obra escrava. Com isso, partiram da ideia de superioridade branca para justificar as práticas violentas na escravidão dos negros. No entanto, mesmo após a abolição da escravatura e da criação de leis que vi-sam coibir o racismo, essa pratica ainda se encontra presente na socieda-de brasileira. Portanto, é fundamental analisar as causas desse problema.

Primeiramente, cabe aborda a formação dos cidadãos na comunidade contemporânea. Segundo John Locke, filósofo inglês, no instante de nasci-mento, o homem é como uma tábula rasa, ou seja, todas as idéias que possuímos são adquiridas a longo da vida. Nesse sentido, devido a escas-sez de metodologias, temas relacionados ao respeito da diversidade étnica não são ensinadas na formação básica. Tal fato abre espaço para ideias ra-cistas, como as dos “skinheads”, que acreditam na supremacia branca.

Ademais, outro fato a salientar é a herança social herdada pela popu-lação afrodescendente. Nesse contexto, com o fim da escrevidão o Estado não se preocupou em integrar os ex-escravos ao mercado de trabalho. Assim, devido a falta de oportunidades, muitos deles passaram a viver em condições de extrema pobreza, o que estendeu-se para as gerações posteriores. Isso explica o grande número de crioulos na criminalidade. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 71% das vítimas de homicídios no Brasil são negras.

Fica evidente, portanto, que o racismo ainda faz-se presente na socieda-de brasileira. Logo, cabe ao Ministério da Educação a implantação desse assunto nas escolas brasileiras, por meio de modificações na Base Nacional Comum Curricular, com intuito de conscientizar as pessoas, desde a sua formação, sobre a igualdade entre as raças. Além disso, para promover a inclusão, o Congresso Nacional, através medidas provisórias, deve criar cotas para negros nas ofertas de empregos. Assim, combater-se-á o racismo na teoria histórica e na herança social.