A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 01/10/2019

Em 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea que viria abolir a escravidão no Brasil. No entanto, a raiz do preconceito já estava fincada na história brasileira. É possível afirmar que a persistência do racismo na sociedade brasileira é resultante do processo de colonização e resquícios

da escravidão. Isso se evidencia não só pela ideologia de superioridade de raças como também pelos casos de violência constante que a população negra sofre.

Primeiramente, é necessário esclarecer que o racismo é um tipo de preconceito associado às raças, às etnias ou  às características físicas. Nesse sentido, percebe-se que os portugueses trouxeram um pensamento de superioridade de raças, onde o homem branco e europeu era superior ao negro e africano. Ademais, o Brasil foi o último país a abolir a escravidão, o que contribuiu para a construção de uma sociedade racista que utiliza falas e gestos pejorativos, piadas de humor negro ao se referir às pessoas negras.

Além disso, o número de casos de violência contra pessoas negras no país só aumenta a passar dos anos. Isso se evidencia pelas notícias que repercutem na redes de televisão, como na matéria do jornal Bahia Meio Dia que relatou um caso de racismo em agência bancária de Salvador, onde que um homem negro foi retirado da agência com um mata-leão por um policial militar. Vale ressaltar que no século XX a ideologia de Adolf Hitler, da supremacia da raça ariana, ocasionou o holocausto de milhares de judeus. Isso, demonstra, portanto, a necessidade de desconstruir esses paradigmas.

Diante disso, cabe ao Ministério em parceria com as Mídias Sociais realizar campanhas por meio de debates e palestras nas escola e faculdades com a presença de psicólogos, educadores, pais e estudantes a fim de que os cidadãos não só recebam um formação sociocultural como também possam desconstruir todo pensamento racista e evitar um novo holocausto, agora brasileiro.