A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 04/09/2019

O Brasil, desde o período colonial, tem grande parte da sua população composta por negros, os quais sempre sofreram desvantagem frente aos brancos. Pois, assim como reconheceu a ONU: “Os negros vivenciam discriminação e enfrentam severas desvantagens em relação a outros brasileiros”. Isso se dá devido à persistência deste preconceito entre gerações e a ausência de representatividade dessa população.

Assim como aponta o Fato social, criação pelo sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo tende a optar por crenças e costumes da comunidade em que está inserido. A partir disso, pode-se aplicar esse conceito na sociedade brasileira, pois o racismo de uma pessoa costuma ser originado por influência de entes de seu convívio, principalmente no caso de crianças. Por consequência, isso transforma-se em um ciclo vicioso que dificulta cada vez mais o rompimento desse problema.

Além disso, a falta de representantes afrodescendentes torna ainda mais difícil a igualdade entre as raças no Brasil. Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apenas 4% das vagas para deputados distritais, estaduais, federais e senadores foram preenchidas por candidatos autodeclarados negros na última eleição. Dessa forma, fica evidente que serão menores as chances de discussões sobre as necessidades e as desigualdades no cotidiano dos negros.

Portanto, medidas como a realização de encontros realizados pelo MEC (Ministério da Educação) em parceria com instituições privadas, em locais públicos como escolas; bibliotecas ou centros culturais, a fim de debater, conscientizar e estimular projetos contra o racismo. Ademais, para um auxílio ainda maior nesse combate, a Câmara dos Deputados deveria instituir uma lei que obrigasse uma cota mínima de negros nos poderes políticos, desse modo a representatividade desses e a chance de reverter essa divergência seria mais fácil. Dessa maneira, a ocorrência de casos relacionados ao racismo seriam menores, afinal uma vida não deve ser isolada socialmente e politicamente apenas pela diferença de melanina.