A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 17/09/2019
Em 1888, foi proclamada a Lei Áurea com o objetivo de abolir a escravatura. No entanto, mesmo com a lei existente há 131 anos, o preconceito é constante. Infelizmente, ações racistas são executados a todo instante no Brasil, como, por exemplo, a discriminação do Candomblé - religião criada pelos negros -. Ademais, as ofensas são diretas, mas por muitas vezes indiretamente há um preconceito contra empregar um afro-brasileiro, perdurando a desigualdade entre as pessoas.
Em primeiro lugar, urge analisar que o racismo está enraizado na sociedade brasileira. Historicamente, o Brasil foi o último país a revogar a escravidão. Através disso, nota-se a abundante perseverança da maldade humana em procrastinar a liberdade de um ser humano que obtém o direito de viver dignamente. Segundo, o mapa da violência do Brasil, houve um aumento de 54% de homicídios de mulheres negras, enquanto há brancas uma queda de 9,8%. Logo, é perceptível que a violência tem cor no país de maior miscigenação.
Contudo, não somente o Brasil, mas a África do Sul - pais conhecido pela essência da raça negra - tem em sua história uma das maiores segregações raciais, conhecido mundialmente como: Apartheid, no qual a minoria branca obteve o “poder”, segregando a educação, saúde, áreas residenciais e outros serviços públicos dos cidadãos negros residentes. Outrossim, essa atitude repugnante persistiu por seus longos 46 anos, relembrando atos da época em que a escravidão era algo “normal” no mundo.
Dessa forma, nota-se que o racismo está fixado desde séculos passados até os dias de hoje. Entretanto, é necessário combater a raiz da intolerância através da educação, intervindo nas escolas a máxima de Rousseau de que o ser humano nasce puro e é a sociedade que o corrompe, pois assim, o preconceito não sera ensinado e muito menos aceito na sociedade.