A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 22/09/2019
O Brasil é um país que foi colonizado por europeus e desde à chegada deles nas terras brasileiras, onde se depararam com índios, (pessoas com pele de tonalidade mais escura e com uma cultura diferente da que os colonizadores possuíam) em cartas escritas por Pero Vaz de Caminha já evidenciou-se o quão superior os portugueses julgavam-se ante ao povo que aqui encontraram. Enraizando no Brasil uma cultura de inferiorização que se tornou um combustível para a desigualdade entre raças.
Esta superiorização do homem branco em relação ao povo indígena agravou-se e perpetuou-se no período escravocrata, onde negros foram trazidos da África para o território brasileiro, e também eram vistos pelos portugueses como seres de pouco saber e comparados a animais. Eles eram desmerecidos pela cor da pele e a cultura religiosa que possuíam era tida como errônea e por isso lhes era imposto que se convertessem ao catolicismo. Essa é uma importante parte da história do Brasil, pois a supremacia do branco em relação a outros povos foi legitimada por ela. Todo esse racismo persiste, negros permanecem lidando com ações discriminatórias, não mais por parte de estrangeiros apenas, mas também por brancos da mesma nacionalidade. Como no Brasil Colônia os negros e indígenas não eram detentores de poder monetário, isso se estendeu, fazendo com que atualmente os negros ocupem três quartos da população mais pobre, como afirmam os dados do IBGE. Estes dados enfatizam a problemática da desigualdade.
Portanto visando a igualdade humanitária estabelecida pela Constituição Federal de 1988 e a redução dos casos de superioridade de uma classe racial em relação a outra, é imprescindível que o Poder Judiciário julgue rigorosamente todo ato discriminatório. E para que essa mentalidade de inferiorização do negro seja reduzida é preciso uma desconstrução cultural desse pensar, onde o Ministério da Cultura realize palestras institucionais alterando o quadro atual.