A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 26/09/2019

A minisérie brasileira “Coisa Mais Linda”, produzida pela Netflix, retrata a luta de quatro amigas no Brasil dos anos 50, evidenciando os reflexos da sociedade escravocrata brasileira. Um das personagens, Adélia -uma mulher negra- é sempre caracterizada como funcionárias de sua sócia Maria Luisa. Embora ficção, no atual contexto nacional, o negro continua sendo conceituado como alguém inferior ao branco, além de serem marginalizados. De certo, vestígios da não inserção social dos mesmo após o fim da escravidão, por tanto, a persistência dessa problemática repudiante não pode ser negligenciada.

Primordialmente, após a assinatura da Lei Áurea, os afrodescendentes habitantes do território tupi não foram agregados na comunidade brasílica, diante das dificuldades surgiram então as favelas, as quais se localizavam nas periferias das cidades. Perante essa exclusão social, além da falta de emprego, muitos recorreram a marginalização como meio de sobrevivência. Sendo assim, existe uma rotulação de que os negros moradores de bairros de minorias raciais são marginais, logo, o racismo permanece enraizado na sociedade.

Por conseguinte, a canção de Elza Soares “A carne”, lançada em 2002, se concretiza como uma lamentável realidade brasileira. Isto posto, ao afirmar que “a carne mais barata do mercado é a carne negra… que vai de graça para o presidio e para debaixo do plástico…”, Elza infelizmente, cantava algo atemporal. Como exemplo, em 2019, Leandro Nascimento, um jovem mulato passou uma semana preso por engano, acusado de assassinato. Ademais, o caso de Evaldo, negro e pai de família comoveu a sociedade, executado por militares que dispararam 80 tiros contra o carro de sua família, também por equívoco. Dessa maneira, diante dos casos corriqueiros, evidencia-se uma segregação não somente social, como também institucional.

Diante do exposto, medidas devem ser tomadas para sanar o problema em questão. Dessa forma, cabe ao Governo combater o racismo institucional, punindo de forma adequada aqueles que o cometerem, isto é, excluindo os funcionários de suas funções após a realização da discriminação e erros cometidos como os citados acima, sendo assim, essa ação contribuirá para mudança dos atuais índices. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, implementar medidas educacionais, como inserção de cartilhas educativas sobre os danos causados pelo preconceito nas escolas brasileira, dessa maneira, a modificação desse péssimo hábito social será realizado de maneira eficiente, de forma que seja sanado pelas futuras gerações. Afinal, segundo Nelson Mandela, a educação é a principal arma que se tem para mudar o mundo.