A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 22/10/2019

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 71% das vítimas de homicídios de 2005 a 2015 foram de pessoas negras. Isso mostra o quão altas são as taxas de racismo no Brasil. No entanto, sabe-se que atos discriminatórios a população negra já perduram por anos na história brasileira.

Urge analisar que o Brasil foi o último país do Ocidente abolir a escravidão com a lei Áurea em 1888. Entretanto, foi somente no papel, não um fato, visto que não houve políticas ativas para incluir os ex-escravos à sociedade daquela época. Nos dias atuais, com a intenção de amenizar o problema, foram criadas políticas que combatem a desigualdade social e racial: lei que criminaliza qualquer ato de discriminação por raça e as cotas raciais para concursos públicos e vestibulares.

Contudo, mesmo com a criação de leis em prol da ressocialização do negro à sociedade, o empasse, ainda é, abundante. É perceptível a dificuldade que um afrodescendente tem de obter um emprego de alto ou médio escalão, uma segurança pública que não o veja sempre sempre como o bandido e uma educação de qualidade. Conforme o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- somente 62% dos negros se encontram no ensino médio, enquanto para os brancos esse número cresce para 72%, ou seja, há mais negros em situação de atraso escolar estudando em séries inadequadas a sua idade.

Dessa forma, torna-se evidente que é através da educação que a persistência ao racismo será suprimida. Por isso, cabe ao MEC - Ministério da Educação- introduzir palestras conscientizando os alunos sobre a igualdade entre raças, para que haja a socialização entre os estudantes independente de sua cor. Além disso, o governo deve intervir aprimorando a lei que protege o cidadão negro e consolidar a permanência das cotas raciais para qualquer concurso público, para que assim, o Brasil possa ser um país de todos.