A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 10/10/2019
“Se chama inversão de valores, ou show de horrores quando a definição de suspeito vem com uma tabela de cores.” O trecho retirado da canção do Rapper Rashid, evidencia uma problemática que em quase 600 anos de prejuízo, ainda se mantém enraizada na sociedade brasileira.
Historicamente, a sociedade negou a cultura, religião e identidade do negro para negar a sua humanidade e justificar até mesmo a escravidão. Ademais, no livro Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, o perverso menino Brás, usava um garoto negro escravo como seu cavalo e ao passo que o garoto reclamava por receber tapas, Brás respondia: " cala boca, besta." Assim, a postura do menino Brás em como tratava seu escravo Prudêncio não é muito diferente de como na contemporaneidade a sociedade acredita de que maneira o negro deve ser tratado.
Conseguintemente, os próprios negros são racistas em afirmar que são brancos, sendo o Brasil um país miscigenado, sendo a maioria de sua população negra. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estima que 95 milhões de pessoas se autodeclaram brancas, o que representa 50% da população e 8,1% da população se diz preta. Ainda mais, há um desconforto da massa em geral, ao utilizar as palavras “negro” ou “preto” pelo estigma social que a população negra recebeu ao longo dos anos.
De acordo com os fatos supracitados acima, fica tácito a forte existência do racismo no Brasil. Portanto, essa é uma problemática que o Ministério da Educação e Ministério da Cultura faça a promoção de palestras em escolas referente a cultura negra e sua relevância para a identidade do povo Brasileiro. Como também, apresentações de danças e comerciais na TV aberta no engajamento negro, para assim, erradicarmos o racismo no território Brasileiro.