A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 28/10/2019
O Brasil, desde a colônia, possui uma forte segregação social, onde os negros são menos valorizados do que os brancos, uma vez que eram humilhados e feitos de escravos. É notório que a persistência do racismo precisa ser debatido, afinal, suas consequências podem ser irreversíveis para a sociedade brasileira. É preciso investigar o tema a fundo, considerando as práticas no mercado de trabalho e a herança histórica.
Em primeira instância, os negros recebem menos do que os brancos, mesmo trabalhando igualmente. Uma pesquisa realizada em 2018 pelo IBGE e vinculada no jornal O Globo, aponta que 80% dos cargos mais baixos em grandes empresas são ocupados por negros e que 90% dos mais altos, por brancos. Isso se deve ao constante julgamento da sociedade, em que os afrodescendentes são menos capacitados do que os outros. Sendo assim, não se pode negar a existência de tal problemática.
Vale ressaltar o papel da herança que obtida durante os anos, visto que nosso país passou por mais de 300 anos de escravidão. Segundo o sociólogo Peter Hawk, a sociedade brasileira atual é o somatório de todas as épocas que já se passaram. Nesse contexto, na contemporaneidade está presente o pensamento que é melhor ser servido do que servir, o que remete aos tempos da escravidão, onde o negro que era escravo servia o branco que era o patrão. Assim, é fácil perceber porque o pensamento escravocrata é mais persistente, pois ainda estamos desconstruindo essa ideia.
Portanto, a fim de equacionar o imbróglio, cabe ao MEC, por meio de políticas públicas, tais como palestras conscientizadoras nas escolas e meios públicos, para que as pessoas possam perceber que essa herança cultural e histórica não agrega, mas sim apenas atrapalha. Sendo assim, será possível estabelecer a igualdade no mercado de trabalho e nos livrar dessa cultura escravocrata.