A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 24/11/2019
Inegavelmente, o Realismo, movimento literário que tinha como objetivo apontar os problemas sociais da época, não foi capaz de tratar sobre o racismo ainda muito presente no Brasil, tendo “esbranquiçado” um dos seus maiores escritores, Machado de Assis, a fim de que suas obras tivessem maior credibilidade. Mesmo com o perpassar dos anos a problemática ainda se faz presente na sociedade brasileira, impedindo um avanço ético no país. Tal problema se deve ao racismo e preconceito enraizado e ao fato de que, até os dias atuais, a cor da pele define as oportunidades de emprego e escolaridade na nação, tornando necessária a discussão sobre o assunto.
Precipuamente, é válido ressaltar que nem sempre a cor da pele definiu os escravos de uma sociedade. Na Grécia Antiga o que tornava um homem escravo era sua situação final em uma guerra. Contudo, durante o processo de colonização do território brasileiro, criou-se o perfil do negro como escravo dos grandes senhores de terras. O Brasil sustenta, até o atual século, um preconceito criado há muito, uma ideologia de que a cor branca é superior as demais. Esse preconceito é o responsável por ainda termos uma separação racial nas grandes cidades do país, em que negros não frequentam os mesmo locais que brancos. De todo modo, cabe destacar que o Brasil caminha, mesmo que a passos lentos, para a solução do problema, tentando inserir, cada dia mais, o negro na sociedade, mesmo que uma parcela da sociedade se faz conservadora quanto aos velhos hábitos herdados de outrora.
Posteriormente, é cabível mencionar a Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888 pela princesa Isabel, que inquestionavelmente teve grande importância na história do país. Entretanto, o documento que garantia a liberdade dos negros no país gerou sérios problemas econômicos, além de deixar milhares de pessoas sem abrigo, alimento ou nível escolar para recomeçarem. Dessa forma, o país luta, constantemente, a fim de abandonar o preconceito social que, por muitos anos, impediu que muitas pessoas frequentassem a escola, conquistassem um grau de formação e atingissem cargos importantes no trabalho. Todavia, esses velhos hábitos jamais serão esquecidos, fazem parte da história, um autor “esbranquiçado” para entrar na literatura ou uma lei que abriu caminhos para grande porcentagem da população, são marcas registradas do racismo no país.
Por conseguinte, cabe ao Governo brasileiro, garantir que o preconceito perca espaço na sociedade. Tal ação poderia ser realizada por meio de maior inserção dos negros no mercado de trabalho ou possibilitando que tenham as mesma oportunidades que o restante da população no âmbito educacional, como por exemplo, a formação no ensino básico, médio e superior, a fim de assegurar os direitos de todos no país.