A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 16/01/2020
Em 1948, a Africa do Sul sofreu a implementação de leis que tinham como objetivos a segregação entre os habitantes, de forma que a minoria branca teria privilégios em toda a cadeia social, e os negros seriam impedidos de acesso a determinados locais e serviços públicos. Atualmente, no Brasil, há a implementação de cotas raciais nos processos de ingresso em instituições públicas, com o intuito de igualar as classes. Mas, assim como no apartheid, essa lei pode tensionar as relações sociais. Hoje,a maioria dos habitantes de classe média e alta são brancos, os quais usufruem de serviços de educação básica de qualidade, facilitando o ingressos nos diversos setores sociais. Porém, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018, 75% população se declarou afrodescendente, de modo que existe uma minoria branca e de baixa renda prejudicada pelas cotas raciais, deduzindo se que assim, houve apenas a inversão racial e não a isonomia entre brancos e negros pobres.
Dito isso, a falta de investimento em infraestrutura educacional pública no país, possibilita a manutenção de uma enorme defasagem entre o ensino particular e o gratuito oferecido pelo Estado, possibilitando assim, o ingresso de uma maioria branca rica, por exemplo, em universidades. Ressaltando se que essa heterogeneização racial acontece não pela diferenciação de cor de pele, e sim pela a capacitação superior recebida durante o ensino fundamental e médio de escolas particulares.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Inicialmente, o Presidente deve propor projeto de lei ao congresso, a qual aumentará de 20% para 30% a alíquota de repasse dos impostos estaduais e municipais direcionados para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), possibilitando o aumento de investimento em infraestrutura de escolas e qualificação de profissionais da educação inicial, aumentando a qualidade de ensino e diminuindo a necessidade de cotas, já que todos teriam, de fato, as mesmas oportunidades.