A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 19/01/2020

No período colônial do Brasil, a principal mão de obra utilizada no território, era escrava, de negros advindos da África; usada principalmente para o cultivo da cana-de-açucar. Com o passar dos anos a pressão popular para abolir a escravidão aumentou, e em 1888 foi promulgada a lei Aurea, que colocou fim ao período escravista no Brasil. Porém, essa lei não defendia nenhum direito para os afrodescendentes. Muitos deles, se vendo sem moradia, comida e desempregados, recorreram a marginalização; fazendo com que a sociedade relacionace os crimes aos negros. Hoje, essa associação, por muitas vezes, ainda é feita; fazendo com que haja a persistência do preconceito; trazendo diversos problemas para os afrodescendentes, como a violência e a desigualdade social.

Com o fim da escravidão, os ex-escravos, sem opções, foram obrigados a morar em morros e encostas, dando origem onde hoje são as favelas, locais com um alto índice de criminalidade, com moradias precárias e sem investimentos em saúde e educação. Mesmo anos depois, os descendentes sofrem com o desemprego, e consequêntemente com uma enorme desigualdade social; um claro exemplo é mostrado no Rio de Janeiro, a favela de Paraisópoles fica ao lado de um condomínio fechado de luxo. Essa desigualdade é resultado de um mercado de trabalho preonceituoso, que ainda tem prefêrencias por contratar pessoas brancas.

Por consequente, a criminalidade também é resultado da desigualdade social e do preconceito. Uma vez, que essas pessoas se vêm sem emprego e tendo que sustentar suas famílas, ficam a mercê da marginalização; e buscam no tráfico de drogas e armas uma forma de sobrevivência, assim, mais uma vez a sociedade sem o conhecimento de todo um histórico sociocultural, acaba julgando indevidamente a circunstância dessas pessoas, crescendo ainda mais o preconceito. A comunidade em geral, ainda comete outro grave erro, que é atribuir a criminalidade a todos os negros, o que não é verdade, pois somente aqueles que não tiveram oportunidades, seguem um caminho incorreto.

Observando os fatos apresentados, percebe-se que a persistência do preconceito, em grande parte é resquicios da escravidão e que se confirma nos dias atuais pela falta de oportunidade a educação e empregos. Logo, é necessário que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Econômia, façam investimentos, principalmente, em áreas precárias como as periferias; construindo escolas e dando acesso a cursos profissionalizantes, diminuindo a desigualdade social e consequentemente a violência. Outra medida para combater o preconceito seria por meio da mídia; divulgando a historia do negro no Brasil, mostrando a importância da cultura africana na contruçao de nossas origens, pois só assim será possivel construir um país sem preconceitos.