A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 24/01/2020

O filme “Vista minha pele”, foi criado pelo MEC (Ministério da Educação) e narra a estória de uma sociedade com papéis invertidos, no qual a população negra ocupa os melhores cargos em empresas, possui as melhores profissões e estuda nas melhores escolas, enquanto isso, a população branca enfrenta muitas dificuldades por conta da cor de sua pele. Fora da ficção o cenário é o oposto, infelizmente, os Afrodescendentes lidam com diversos problemas que evidenciam a persistência do racismo no Brasil, como por exemplo, o preconceito contra religiões com raízes africanas e a exclusão no mercado de trabalho.

Primeiramente, vale destacar que de acordo com pesquisas realizadas pelo IBGE (instituto brasileiro de geografia e estática), em 2018, o número de denúncias de crimes contra religiões afrodescendentes aumentaram 7,8%. Isso ocorre porque muitos pais não conversam com seus filhos sobre a importância de respeitarem todas as religiões e consequentemente, passam para as crianças, que carregam para a vida adulta, a forte aversão de religiões que possuem raízes africanas. De acordo com a teoria da tábula raso do filósofo John Locke, todo conhecimento humano é adquirido através das vivências e experiências. Logo, se as crianças forem educadas para respeitarem todas as religiões desde pequenas, isso virará habito, e a população afrodescendente não terá que lidar com manifestações de ódio advindos do preconceito.

Em segundo lugar, é importante lembrar que, ainda segundo dados do IBGE, 53,1% da população se autodeclara preta ou parda, todavia, as melhores vagas no mercado de trabalho ainda estão longe de serem proporcionalmente ocupadas pela parcela da população em questão. De acordo com o livro “escravidão”, escrito pelo escritor e jornalista brasileiro Laurentino Gomes, os brancos ocupam 90% das vagas de engenheiros, 89% das vagas de professores de medicina e 79% das vagas de advogados, número obviamente muito grande para uma população que é composta em sua maioria por pessoas negras e pardas, o que deixa mais evidente a persistência da desigualdade e do preconceito racial no Brasil.

Sendo assim, a fim de combater a intolerância racial no Brasil, os pais devem educar seus filhos desde cedo através do diálogo para que os pequenos se tornem adultos que entenda e saiba respeitar as diferentes religiões. Junto a isso, os devidos órgãos públicos devem destinar um certo número de vagas nas profissões de alta qualificação para as pessoas autodeclaradas pretas ou pardas, e com isso o contraste que evidência a persistência do racismo no Brasil, poderá ser extinto.