A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 18/01/2020

Na série “Grey´s Anatomy”, Miranda Bailey, uma médica, vai atender um jovem que chega ao hospital, porém esse nega-se a ser atendido por ela ser negra. Não só na ficção, mas ainda na realidade atual do Brasil fatos semelhantes ou iguais ocorrem. Logo, torna-se evidente como causas desses problemas tanto a desvalorização da sociedade negra, quanto a insuficiência legislativa.

Desse modo, pode-se apontar como empecilho à resolução da problemática a desvalorização da sociedade negra, marca do passado colonial. Porquanto, o rapista GOG junto com a cantora Ellen Oléria cantam a música “Mãe África”, que em um de seus versos diz: " A Carne mais barata do mercado é a negra", sendo a letra voltada ao preconceito e descriminação que a maioria dos marginalizados sofrem. Nesse contexto, observa-se a necessidade do respeito acima de tudo para que aconteça uma mudança desse quadro.

Ademais, com essa temática, é a insuficiência legislativa. Conforme o sociólogo Florestan Fernandes em seu livro " A Integração do Negro na Sociedade de Classes", a democracia racial é um mito, já que há uma tão alta desigualdade entre as etnias . Em que a grande porcentagem de presidiários são negros e que a probabilidade de um jovem com essas características ser assassinado é 2,5 vezes maior do que um branco. Sendo assim, é notório cada vez mais a ausência de atitude e justiça por partes das autoridades encontradas dentro dos poderes.

Em suma, decisões precisam ser tomadas para chegar a uma solução em relação a persistência do racismo no Brasil. Portanto, o Poder Legislativo deve criar novas leis que dê maior prioridade e valor aos que, tristemente, são esquecidos e o MEC faça em escolas palestras para conscientização dos pequenos aos maiores a possuir  essa parceria o objetivo de que, verdadeiramente, exista uma democracia racial e seja aniquilada toda desigualdade e aversão. Assim, é de extrema importância que todas as pessoas olhem com mais amor às diferenças, pois, como comentou Hannah Arendt: “A pluralidade é a lei da Terra”.