A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 19/01/2020

“Não importa a cor quando duas mãos estão juntas projetando a mesma sombra.” Frase de Martin luther king que foi um dos mais importantes líderes dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e no mundo. O preconceito faz parte da história do Brasil, desde meados do século XVI quando teve inicio o tráfico negreiro. Com isso, é importante entender às causas e consequências da persistência do racismo que se encontra enraizado em nossa sociedade.

É importante ressaltar em primeiro plano que, essa dura realidade racista em que se tornou o meio social brasileiro se dá por um passado de escravidão. É importante abordar que, ela teve início junto a produção do açúcar, onde portugueses importaram povos da África de maneira forçada para serem utilizados como mão-de-obra escrava nos engenhos. Onde, foram tratados como mercadorias por comerciantes, negados de sua humanidade e  viveram em condições desumanas em senzalas. Ainda é pertinente elencar que, após a abolição da escravatura no Brasil em 1888 a chamada “Lei Áurea”, os povos escravizados foram libertos, porém, não foi levado em consideração a necessidade de um processo de inclusão desses socialmente. Com isso, a abolição não trouxe mudanças significativas na vida dessas pessoas que continuaram marginalizadas em âmbito social.

“…São nações escravizadas e culturas assassinadas…”. Verso, pertencente a canção ‘Cota não é esmola’ da cantora Bia Ferreira. Nessa perspectiva, uma analogia  com as letras dessa canção torna-se possível quando nela ressalta as consequências desse período escravocrata. Cabe mencionar em segundo plano que, os escravos foram proibidos de se comunicar em sua língua, e também restritos de praticar sua religião e demais formas culturais de matriz africana. No que concerne, aos dias atuais o negro representa mais da metade da população brasileira e entre a população mais rica representam somente 17% e três quartos da população mais pobre. Paralelo a isso, é importante mencionar que após 20 anos da abolição da escravidão Nilo Peçanha, tomou posse da Presidência da República após o falecimento de Afonso Pena. Tornando-se até hoje o primeiro e único Presidente negro do Brasil até hoje mesmo o negro representando a grande maioria da população.

Com essas constatações, é preciso encontrar medidas que findem esse entrave social. Nessa perspectiva, com a ajuda do MEC em parceria com educadores iniciariam um processo de reversão dessa problemática inserindo a disciplina de matrizes africanas como matéria obrigatória na formação educacional de nosso país. Assim, com a implementação dessa matéria na grade curricular de nossos alunos seria compreendido e também desmistificado a presença do negro em nosso país. Para que assim consigamos interferir no crescimento dessas raízes malignas que a árvore do racismo deixou.