A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 18/01/2020
No livro ’’ O Sol é para todos’’, da escritora estadunidense Harper Lee, é retratado o cotidiano da cidade fictícia Maycomb através do olhar de Scout, uma criança que, de forma inocente, porém muito crítica, relata o racismo que está constantemente presente em atitudes dos moradores locais. Analogamente, no Brasil, tal preconceito persiste na sociedade brasileira, seja por estar arraigado na história do país ou por meio de falas e expressões do dia a dia.
No século XIX, o racismo científico, tese que acreditava na ‘‘superioridade da raça branca’’, ganhou notoriedade no mundo, bem como no Brasil, acarretando movimentos a favor do branqueamento do país. Embora tais ideias tenham sido refutadas, hodiernamente ainda têm impacto sob a sociedade brasileira, sendo possível percebê-lo através da desigualdade existente no país entre brancos e negros. Conforme o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- trabalhadores negros ganham por hora 68% menos que trabalhadores brancos.
Ademais, é importante destacar o racismo velado presente no cotidiano brasileiro que é frequentemente exposto através de palavras ou expressões racistas. Nesse sentido, devido à falta de informação ou grande hábito, muitas pessoas utilizam termos de cunho pejorativo e assim tornam tal prática cada vez mais comum e, sem perceber, está ferindo a integridade de outros indivíduos.
Portanto, é de suma importância debater sobre a conservação do racismo no Brasil. Dessa forma, faz-se necessário que o Poder Legislativo reajuste a Lei Caó, norma que torna o racismo crime, a fim de torná-la mais rigorosa. Além disso, o Ministério da Educação deve incentivar que as escolas criem programas contra expressões racistas, ensinando às crianças que é errado e qual termo pode ser usado como substituição. Medidas são necessárias para que, diferente das personagens com atitudes racistas do livro ‘‘O Sol é para todos’’, a sociedade brasileira se livre de tal pensamento.