A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 30/01/2020

A persistência do racismo no Brasil é um fato difícil de digerir, enquanto realidade contemporânea e humana, temos enraizadas na cultura e história, aspectos que permanecem interferindo em nossa realidade social, descriminando brasileiros pelo tom de pele.

A cultura do racismo, no Brasil, começou por uma necessidade comercial da coroa portuguesa com o trabalho de extração no Brasil. Não havia direitos humanos que os defendesse, não havia grupos de debate ou campanhas, era institucional, e mesmo depois da abolição oficial, a cultura já estava estabelecida e não era uma lei que mudaria da noite para o dia o tratamento que recebiam.

A escravidão, veio com ideologias de inferioridade, desumanas, colocava hierarquia de importância pela vida de uns em detrimento da necessidade de outros. São cerca de 3 gerações de nascidos livres, desde uma época em que havia em média um negro para cada europeu. O Brasil é um país de herança negra, de história dura. Ainda muito recente, mas não nos impede de transformar a realidade de um país que tem em sua maioria negros e pardos, ensinando nas escolas, campanhas e discursos que não podemos ter vergonha de aprender com a nossa história, e enraizar na memória coletiva de que não é a quantidade de melanina que diferencia a legitimidade humana ou a dignidade humana de alguém.

Não basta somente tornar penas mais severas para o crime de racismo, mas, educar para a defesa do dia a dia, para disseminação de atitudes que não só humilha individualmente mas apodrece a herança nacional. Leis já temos, executores com ideologias distorcidas também.

Desenraizar questões ideológicas, vai além de simplesmente dar o assunto por encerrado, é preciso colocar em prática nas transformações sociais, nas pequenas atitudes e em grandes ações governamentais de conscientização e valorização da cultura e herança afro-descendente como patrimônio nacional, e porque não oprimir o racismo com o isolamento social dos que discriminam, como pena educativa?