A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 01/02/2020

Consoante ao cantor e compositor Bob Marley, “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho nos olhos, haverá guerra”, o racismo na sociedade brasileira não é um problema que surgiu recentemente. Desde a colonização essa vicissitude é uma realidade. De mesmo modo, hodiernamente, as dificuldades persistem, seja pelo preconceito infundado em uma parte da população com o que é diferente, seja pelo negro estereotipado que é nos mostrado pela mídia.

É axiomático que a intolerância é fator determinante para a permanência da problemática. Embora o Brasil seja um país com uma grande diversidade cultural, parte da sociedade se recusa a aceitar e a respeitar aquilo que diverge de suas culturas e tradições, como é o caso do racismo. Esse retrocesso configura uma desvalorização descomunal e que, portanto, deve ser modificada em todo território nacional.

Cabe salientar, outrossim, que os estereótipos sobre a população negra se mostram como outro fator preocupante. Por muitas vezes, a mídia passa uma imagem do negro como sendo, sempre: bandido, pobre e incapaz. A representatividade negra real e condizente com a realidade ainda é muito pouca e, em alguns casos, nula.

Portanto, ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Sendo assim, é necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), financie projetos educacionais que provoquem uma reflexão nos estudantes, através de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos. Segundo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, nesse sentido, o intuito da proposta é garantir que as crianças de hoje não se tornem, futuramente, intolerantes, o que irá evitar, consequentemente, que o racismo persista no território nacional. Feito isso, o conflito vivenciado será gradativamente erradicado no país.