A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 21/01/2020
O ano de 1888 marcou uma ruptura na história brasileira: o fim da era da escravidão. Entretanto, essa medida não foi capaz de garantir uma verdadeira emancipação e igualdade entre pessoas negras e brancas. Tal fato é confirmado ao se observar a persistência do racismo na sociedade brasileira até os dias atuais. Sendo assim, é necessário não só analisar a natureza histórica dessa problemática mas também seu caráter sócio-político hoje em dia.
Em primeiro lugar, as questões atuais que envolvem os negros no Brasil tem sua raiz no escravismo que ocorreu a partir da colonização portuguesa no país. Historicamente, tal prática teve seu fim no século XIX com a Lei Áurea, porém tal afirmação é muito relativa, pois não existiram medidas para integrar os ex-escravos na sociedade, desse modo, tais pessoas continuaram a viver a margem da sociedade. Essa situação persistiu até a década de 80, momento o qual o assunto entrou em pauta com os estudos do sociólogo Florestan Fernandes no qual quebrou o mito da democracia racial brasileira e trouxe ao público o racismo velado presente no país.
Acerca disso, veio a tona a ausência de políticas públicas voltadas a extinção dessa desigualdade, uma vez que até metade do século XX existiam apenas pequenas leis para evitar o retorno da escravidão propriamente dita, revelando, assim, um problema sócio-político. Hoje em dia o racismo é considerado crime e existem várias leis que procuram integrar os negros na sociedade, como por exemplo a lei de cotas, que reserva vagas nas universidades para pretos e pardos. Apesar disso, discursos de ódio, violência física e moral e comentários segregacionistas, ainda hoje, fazem parte do dia a dia dessas pessoas.
Em síntese, a discriminação social na realidade brasileira, mesmo com sua criminalização, ainda é muito presente. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal divulgar uma campanha nacional que pregue o respeito as várias raças que formam o povo brasileiro por meio das diversas mídias existentes. Isso pode ocorrer, por exemplo, a partir da exibição de pequenos esquetes que abordam esse tema durante os intervalos comerciais da televisão aberta a fim de conscientizar progressivamente a população para que ocorra uma ruptura oficial com o preconceito racial no gigante sul-americano.