A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 21/01/2020
Em 1888, no Brasil, foi aprovada a lei referente a abolição da escravidão. Porém os maus tratos com a população negra ainda atuam na nossa sociedade de uma forma diferente; ao invés de uma chibata, as pessoas contemporâneas utilizam o racismo. Esse cenário antagônico é fruto tanto do pensamento eurocêntrico, imposto desde a colonização do país, quanto da pobreza atual dos afrodescendentes.
A apropriação dos europeus em terras brasileira, e seus conceitos de superioridade aos demais povos, desencadeou essa linha de pensamentos para os brasileiros, sendo-a persistentes até hoje. O caso que aconteceu no Rio Grande do Sul, em uma partida de futebol, nos prova o quanto estamos longe de deixarmos o preconceito racial e cultural: a torcida, aos gritos, nomeou o goleiro do time rival de “macaco” por ele ser negro. Outro caso foi no Rio de Janeiro, onde militares atiraram 80 vezes em um carro dirigido por um músico negro, sem motivo aparente. Apenas por ser negro. Não é difícil encontrarmos nas manchetes de jornais, ou até mesmo em nosso cotidiano, casos de racismo, seja a causa da morte de um inocente, ou em uma ofensa, que nos mostra o quanto ele ainda é presente em nossa sociedade, mesmo sendo crime.
Outrossim, o fim da escravidão levou milhares de ex-escravos a miséria. Atualmente não é diferente, nos 10% mais pobre do país, 78,9%, segundo o IBGE, são negros. O que proporciona mais intolerância racial e desprezo dos mais ignorantes por associarem negros a pobreza, criminalidade e as drogas.
Portanto, com intuito de mitigar a persistência do racismo no Brasil, é necessário, além das penas já existentes para racistas, que o Governo Federal, MEC e a mídia hajam afim de desmistificar a superioridade europeia na cultura brasileira. O Governo Federal atuando na criação de mais auxílios financeiros à pessoas pobres, onde a maioria são negras, desenvolvendo o lugar em que vivem. O MEC, por meio novos conteúdos nas disciplinas escolares sobre a herança cultural africana para nós, brasileiros. E a mídia: dando mais representatividade aos negros. Sendo assim, a coletividade acabará de vez os maus tratos atuais com os afrodescendentes.