A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 22/01/2020
O preconceito racial foi plantado, enraizado e naturalizado no Brasil a partir de 1500, com a chegada dos portugueses, através da exploração indígena e da escravização dos negros africanos, gerando esteriótipos racistas que ainda persistem na memória social.
Com a chegada dos colonos,os nativos brasileiros sofreram um genocídio por causa de doenças que seus corpos não conheciam e acabavam não suportando, eram manipulados a brigarem com tribos rivais, gerando mais mortes e ainda sofriam com a intervenção dos europeus em sua cultura. Anualmente, cerca de 135 indígenas são mortos no Brasil, participando apenas 0,4% da população; Eles perdem suas terras para latifundiários, que as desmatam e as usam para a agropecuária e lutam para preservar os biomas, seus costumes e crenças.
Em 13 de maio de 1888, foi declarada, através da Lei Áurea, a abolição da escravatura. No período pós- abolição, não houve projetos/leis; que inserissem o negro dentro da sociedade em que só era visto como “meio de produção”. Faz 130 anos da abolição, porém a ideia de supremacia de uma “raça” sobre a outra que foi trazida junto com o colonizador, ainda está enraizada e vem sendo cultivada até hoje. Em média, pessoas brancas são maiorias nas faculdades, recebem maiores salários , sofrem menos com o desemprego, de acordo com o IBGE.
Racismo é a discriminação contra indivíduos/grupos por causa de sua etnia ou cor, que de acordo com o art.3/4 do código penal é crime com pena de até quatro anos, porém muitas pessoas não se intimidam e continuam a espalhar ideias discriminatórias relacionadas a cor e etnia. Nas escolas, frequentemente é possível visualizar atos racistas, abordar o assunto nas instituições de ensino é de extrema importância, de cedo ensinar a respeitar as diferenças, para que no futuro o preconceito diminua ate ser de vez extinto.