A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 22/01/2020
O negro carrega amarguras na contemporaneidade?
Segundo a história da humanidade, o astralopiteco, um dos nossos primeiros ancestrais, tem origem africana, o que indica que foi o local de nascimento do que viríamos a conhecer como homo-sapiens, o homem moderno. Fato que poucos conhecem, e talvez, por não querermos nos atentarmos a inexistência de diferenças, negros são vítimas de preconceitos e exclusões, e este cenário se faz presente também no Brasil.
Temos vinculada ao início da história do nosso país o africano, que se integrou ao nosso povo como escravo pelos portugueses, enriquecendo nossa cultura e a deixando característica com mistura de costumes, tradições musicas e danças; porém sempre limitado ao trabalho servil como um produto e não como gente. Mesmo com a Lei Áurea de 1988, o escravo africano enfrentou a dura realidade do preconceito, como um ser inferior e sem inserção no mercado de trabalho assalariado.
Atualmente o cenário é diferente, o negro tem seu espaço na economia e no mercado de trabalho, mas limitada ainda pelo preconceito. Temos atualmente a 3 maior população carcerária do mundo e grande parte destes são negros, sendo estes pobres, por conta da falta de oportunidade enraizada desde o período colonial.
Portanto, medidas fazem-se necessárias a esta problemática. Devemos ampliar nossas conversas sobre o tema, abordando a indiferença da cor em mídias sociais e redes variadas de comunicação. Também faz-se fundamental o governo e o Ministério da Educação ampliar a conscientização, enfatizando a nossa igualdade e indiferença onde se é a base, as escolas, pois como diria um dos maiores negros da história, Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.