A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 23/01/2020

Em um excerto da Constituição Brasileira diz que, ninguém será privado de seus direitos e deveres por questão de étnica. Em consonância, como é de costume a fragilidade das leis regentes, esta sonha acordada em deixar de ser utópica, pois o racismo apenas se enraíza no Brasil. Nessa perspectiva, a má das forças especiais em campo, fere a dignidade e a postura de cidadãos afrodescendentes, além do desrespeito e a humilhação racial corroborarem para a famigerada distópica injustiça. Sob o prisma cinematográfico, o filme “O ódio que você semeia”, baseia-se no assassinato de um jovem negro por um policial, que por sua vez confundiu uma escova de cabelo com um fúsil. Nesse viés, o rótulo do pânico se alastra diariamente em agentes pseudo-treinados para neutralizar uma possível cor criminosa. Nesse ínterim, a infeliz fama de raças já escravizadas juntamente com a inconsistente preparação policial, para lidar com civis, não poderia senão, perdurar acusações, e um dos quesitos eminentemente é a raça/origem étnica.

Dessarte, sob a óptica do célebre ativista político, Martin L. King: “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”. Em um raciocínio perpendicular, Martin idealiza uma realidade virtual e justa, algo que no Brasil se torna algo descendente, ou seja, se distancia cada vez mais. Nessa conjuntura, depreende-se deploravelmente padrões sociais indicativos de tratamento e antipatia, que são resquícios de um passado histórico deturpado, com vias eurocêntricas, pensamentos desencorajadores e castos a quem nascia negro, aliás não mudou muito.       Em síntese, outrora para amenizar este impasse que perpassa os dias remotos, será necessário a adesão do Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Estado Brasileiro, tomem partido e aperfeiçoem o preparo policial nas ruas e melhore o tratamento civil, mediante o enrijecimento das leis regentes e mais testes seletos de oficiais em campo. À fim de propor uma efetiva reforma social sem que ninguém seja descriminado por sua cor e etnia assim como consta na Constituição.