A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 01/02/2020
Segundo a constituição federal, promulgada em 1988, a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível.Entretanto, percebe-se, a persistência do racismo desde o Brasil colonial até à atualidade.Por isso, torna-se necessário o debate acerca da persistência do racismo no Brasil. Em princípio, cabe analisar que o racismo no Brasil vem desde o período colonial, ou seja, de suas raízes, e tornou-se um fator Cultural de extrema prevalência e, por isso, deve ser combatido.Segundo Nelson Mandela: “ninguém nasce odiando outra pessoa .para odiar, é preciso aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”.Diante disso, temos o pretexto, em que, grande questão do preconceito é que valores de aversão a diversidade são doutrinados na sociedade.
Ademais, devido ao eurocentrismo - grande valorização e hegemonia das tradições e das características do povo europeu e ao papel do português como colonizador há, até hoje , uma exaltação de tudo que vem do branco e desprezo e preconceito pelo que é de origem negra. Nos meios de comunicação de massa, como cinema, a televisão e a internet, é visível a falta de espaço para produção afrodescendente.Contudo, quando existem, são usados para construção de estereótipos preconceituosos, a exemplo de negros retratados como criminosos.
Fica evidente, portanto, que há uma necessidade de ação para a mudança do atual contexto da persistência do racismo, que continua assolando o país.Portanto, o ministério da educação deve introduzir o estudo da história dos povos africanos – essencial para o entendimento da construção sincretista brasileira – e também deve ser discutido nas aulas de sociologia a importância do negro na sociedade e o seu legado cultural. Além disso, o ministério da cultura deve usar de seus recursos para ampliar o incentivo à produção artística afrodescendente afim de promover a diversidade da cultura e a desconstrução da imagem estereotipada que difama o negro.