A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 22/01/2020

Permeada por mitos e esteriótipos, a história brasileira deixa clara a posição dos negros na sociedade. Mesmo após a abolição da escravidão e  conquista da igualdade de direitos, na prática, ainda ocorre a persistência do racismo. Pode-se dizer que a realidade se configura por intolerância e desrespeito por parte dos indivíduos, e ausência da difusão da cultura afro brasileira nos âmbitos educacionais e midiáticos, contribuindo de forma indireta para o conflito.

O racismo cientifico difundido no século XIX, considerava as diferenças naturais como determinantes para o progresso de algumas sociedades, em detrimento das desigualdades sociais, econômicas e geográficas, colaborando, portanto, com esteriótipos, e configurando a  sociedade atual. Sendo assim, basta observar a criminalidade e marginalização atribuídas à negros, sem acatar que os mesmos foram inseridos nas regiões periféricas, com poucas possibilidades de acesso, o que se mantém até  hoje.

Apesar de toda a luta por igualdade, a cultura afro brasileira ainda não tem o  espaço necessário na mídia e nos âmbitos educacionais, perpetuando a ignorância e preconceito com a diversidade cultural. Dessa forma,  nota-se negros sendo escravos, criminosos, pobres, em novelas, assim como noticiários ressaltando a cor da pele de um indivíduo que cometeu algum delito, apenas quando se é negro, juntamente da ausência de ensino sobre a contribuição dos mesmos para a formação da identidade brasileira.

Em suma, o racismo se mantém nos dias atuais, dificultando a verdadeira igualdade almejada. Diante do exposto, faz-se necessário, portanto, desmistificar esteriótipos, através da difusão da cultura afro brasileira nas escolas, com a contribuição do Ministério da Educação, assim como a representatividade dos negros na mídia, e maior investimento na educação, para que os mesmos possam ocupar lugares onde a maioria ainda é branca, com apoio do Poder Executivo em verbas e infraestrutura.