A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 31/01/2020
O racismo está enraizado na cultura brasileira. Esse fenômeno se origina a partir da colonização do Brasil que se baseava na escravidão de um número exorbitante de pessoas de origem africana.
Para justificar a utilização da mão de obra escrava, houve um processo de desumanização dos escravos, marcado pela negação da sua cultura, religião e história. Os escravos eram tratados como objetos, cuja a única razão de ser era servir os seus “donos”, os brancos, sem qualquer consideração por seus sentimentos e vontades.
Com o passar do tempo, a sociedade escravocrata passou a ser cada vez mais criticada o que culminou com o fim da escravatura por meio da lei Áurea da princesa Isabel.
Contudo, essa libertação dos escravos foi feita de forma desregulada, sem o estabelecimento de políticas públicas que possibilitassem que os ex-escravos se integrassem a sociedade da época. Eles passaram de uma realidade em que eram responsabilidade dos seus senhores, recebendo um mínimo de comida e abrigo, pois, era do interesse do senhor manter seus escravos vivos, para livres, sem estudo e sem meio de subsistir. Assim, tal processo fez com que grande parte da população negra continuasse até hoje a fazer parte das camadas mais pobres da sociedade.
Nesse sentido, a persistência do racismo se verifica por razões históricas e para combater esse fato é necessário o estabelecimento de políticas públicas que estimulem a inclusão social dessa camada da população. Ademais, a educação do povo brasileiro quanto às injustiças históricas e a conscientização da contribuição do povo africano para a formação do Brasil atual são de extrema importância para deixar claro que muitos de nós, se não todos, temos origens africanas.