A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 30/01/2020

A princesa Isabel ao final do império no Brasil, a fim de abolir a escravidão no país, sancionou a Lei Áurea. Todavia, esta não se preocupou em promover medidas para a inserção dos ex escravizados, visto que muitos mantiveram-se em condições precárias econômica e socialmente. Com isso, apesar de passado mais de cem anos nota-se os reflexos deste fato, que corroborou para a persistência do racismo na sociedade brasileira.

Segundo a filosofa alemã Hannah Arendt, uma postura tida como habitual passa desapercebida. Ou seja, a banalidade do mal está presente em âmbito social, pois a coletividade vê a conduta tomada por alguns cidadãos como natural. Tal fato, acaba por “justificar” os constantes preconceitos sofridos pelos afrodescendentes, a exemplo do ocorrido em 2014 com o futebolista Aranha, sendo chamado pela torcida de “preto fedido” e “macaco”. Contudo, a intolerância em qualquer esfera deve ser erradicada para que tais episódios não se repitam mais.

Outrossim, vale ressaltar o eurocentrismo como um agente que agrava a temática. Este é um pensamento que situa o europeu como sendo superior aos outros povos. Tal preceito é bastante difundido na sociedade brasileira e possui grande influência na indústria midiática. Dessa forma, são escassas e desvalorizadas as produções cinematográficas de origem afro como também, em maioria, aos atores negros, são dados papéis secundários ou imbuídos de estereótipos preconceituosos, como a representação de um personagem criminoso. Assim, é notório que a desigualdade entre raças que assola o país deve sofrer uma ação para a mudança do contexto atual.

À luz do exposto, o racismo ainda está presente no Brasil devido a fatores como a banalidade do mal e o eurocentrismo. Portanto, o ministério da educação em parceria com ONG’s relacionadas ao assunto, deve promover palestras que incitem a igualdade racial nas instituições de ensino para conscientizar os futuros cidadãos e seus responsáveis. Além disso, deve-se inserir no currículo escolar, a história dos povos africanos, como também a importância destes para a sociedade brasileira. Somente assim, os efeitos de um regime escravocrata serão banidos em prol da equidade.