A persistência do racismo na sociedade brasileira

Enviada em 28/01/2020

A naturalização do racismo

O Brasil foi um dos últimos países a abolir a escravidão na América. Como resultado, a população negra convive diariamente com os resquícios das violências física e moral motivadas por boa parte da nação. Nesse contexto, o racismo estrutural só seria reduzido com a educação e com a busca do conhecimento.

Enquanto pessoas negras são mortas todos os dias nas periferias, brancos que vivem em local seguro e cheios de privilégios zombam e negam uma sociedade preconceituosa. Em uma realidade onde, segundo o IBGE, negros refletem apenas 17,4% das pessoas mais ricas do país, é evidente que há algo errado.

Na série Cara Gente Branca, o personagem Gabe, um norte-americano branco, aproveita-se de uma cota racial para entrar em um programa da universidade, mentindo sobre sua descendência. Casos como esse acontecem também no Brasil, onde mesmo repleta de privilégios, a “branquitude” insiste em explorar as pequenas conquistas do povo oprimido. Por certo a equidade nunca existirá enquanto houver a banalização do racista contemporâneo, aquele que desfruta do blackfishing e de sua falsa negritude.

A discriminação vem se modernizando e o governo precisa de programas que garantam de fato os direitos dos oprimidos para que também tenham oportunidades. Dessa forma, escolas devem garantir diversidade e aprendizagem cultural dentro de sua instituição, afinal, a inclusão resulta na conscientização.