A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 27/01/2020
A Constituição Federal de 1988 do Brasil traz, de forma taxativa, em seu bojo, o seguinte princípio: todos são iguais. No entanto, um ótimo princípio nem sempre produz uma ótima sociedade. Há distinção no Brasil. Ela pode ser de muitas naturezas e, talvez, o racismo seja a pior delas. Por sua natureza hedionda, sérios problemas causados e, infelizmente, por há séculos ainda persistir em nossa nação.
Sendo assim, se faz necessário investigar o motivo de algo tão antigo e detestável ainda estar presente em nossas vidas. Este país cresceu utilizando a força escrava. No entanto, após a abolição da escravidão, nenhuma indenização foi dada ou política pública foi criada para assegurar os antigos escravos, nada além de uma porta aberta em direção à rua e o seu vazio. O tempo passou e aquele povo que foi sequestrado e depois abandonado à própria sorte persistiu e, juntamente com o abandono, o racismo que não foi debatido, não foi indenizado, foi apenas negligenciado; é por isso que ainda persiste.
Diante desse problema, devemos nos mobilizar em busca de ideias que acabem com essa problemática. Urge de nossa sociedade que o Governo Federal, por meio de seu Ministério de Direitos Humanos, Emprego e Educação, promova debates com a sociedade, no intuito de criar políticas públicas que conscientizem nosso povo do mal que a escravidão causou e como o racismo deve ser urgentemente eliminado de nossa realidade. Outrossim, aumentar no ensino básico as aulas sobre o tema, promovendo debates nas escolas juntamente com os pais dos alunos, continuar com as políticas de cotas em universidades e, sempre que possível dar voz aos que sofreram e ainda sofrem que esse mal. O grupo Racionais MC´s, nos anos 90, cantou a seguinte frase: 500 anos de Brasil e o Brasil aqui nada mudou. Se pararmos de fechar os olhos e não dar a necessária importância para o assunto, com certeza poderemos ler o princípio de igualdade que abre nossa “Constituição Cidadã” e sentir que não são apenas belas palavras mas, sim, uma bela realidade.