A persistência do racismo na sociedade brasileira
Enviada em 28/01/2020
Embora mais da metade da população se declare negra ou parda, há um abismo social gritante quanto a questão racial, a marginalização do negro vem de consequências ainda coloniais, mesmo após anos de exploração, nunca houve reparação, ficando a figura do negro alocadas em nichos culturais e negligenciada no dia a dia.
Nos Estados Unidos da América pós-independência existiam promessas de reparação após a abolição dos escravos africanos, pouco se fez mas já existia uma ideia sobre o assunto, décadas após, o Brasil no seu processo abolicionista, promoveu uma “liberdade” que consistiu em soltar as correntes e lançar os “libertos” na rua sem as condições mínimas de desenvolver trabalhos capacitados, nem recursos para que fossem autônomos, sendo forçados a encontrar abrigo em barracos suburbanos, o que reflete hoje nas favelas e nos subempregos da população negra no Brasil.
O papel do negro se destacou fortemente na cultura brasileira, nomes pujantes na música como Grande Otelo, no esporte temos o Atleta do Século: Edson Arantes do Nascimento, nosso Pelé. Porém, toda essa representatividade na cultura na cultura pouco, se reflete em outras áreas importantes da sociedade, como política e ciência. A cultura racista no Brasil consiste em brasileiros que dançam ao som do maestro Cartola, comemoram o milésimo gol do Pelé, mas na sua rotina encontra afrodescendentes em funções “inferiores” sendo flanelinhas, vendendo bala no sinal, a noite estão na televisão sendo presos pela polícia.
Para a ruptura da questão racial no Brasil, deveria mudar um pouco o foco da propaganda do ativismo racial por Organizações Não Governamentais junto ao Ministério da Cultura, não só mostrando o negro como vítima, mas enfatizando seu protagonismo na sociedade brasileira. Também se torna necessária a ampliação das políticas afirmativas raciais, não só para o ingresso em graduação, mas também em pós-graduação além de cotas política para aumentar a representatividade